Primeiros Passos

A Oncripto é um um site que reúne, em um único ambiente, gráficos, indicadores e modelos desenvolvidos pelo Prof. Wanderley Lopes, para análise do mercado de criptoativos. Esses modelos e indicadores são frutos de pesquisas pessoais aplicadas.  A proposta é oferecer uma base prática para estudos financeiros e investigativos sobre o comportamento de ativos digitais como Bitcoin e Ethereum com foco em métricas quantitativas, leitura de ciclos e modelos proprietários.

O projeto busca integrar teoria financeira, análise de dados e comportamento de mercado, promovendo o uso consciente e educativo das informações geradas. Os indicadores apresentados são frutos de pesquisas pessoais independentes e experimentações contínuas, voltadas à melhoria da leitura de tendências e tomada de decisão no universo cripto, sem qualquer viés de recomendação de investimento.

Todo o conteúdo disponibilizado na Oncripto têm caráter estritamente educacional e acadêmico. O objetivo é estimular a autonomia analítica dos usuários e contribuir com a formação de uma comunidade mais crítica, informada e tecnicamente capacitada para navegar no mercado de criptoativos.

A Oncripto é voltada à formação analítica e leitura crítica do mercado, não a “calls” ou “recomendações de trade”. A Oncripto é parte do compromisso maior com a educação financeira e a inovação na pesquisa prática. A utilização dos indicadores é livre para fins de estudo, e eventuais contribuições ou apoios ao projeto visam exclusivamente garantir sua manutenção e evolução, sem configurar oferta de consultoria ou serviço financeiro.

Todo esse trabalho de pesquisa tem um único objetivo, ajudar investidores a lidarem com a volatilidade do mercado cripto, especialmente do Bitcoin e Ethereum.

É importante esclarecer que os nossos modelos e indicadores foram pensados para operações de Buy and Hold ou Position Trade. De forma resumida, essas abordagens envolvem comprar criptoativos, especialmente Bitcoin e Ethereum, e mantê-los a médio ou longo prazo.

É especialmente adequada para investidores de médio  longo prazo, que têm clareza de propósito e buscam por um crescimento mais estável no mercado de criptoativos, aproveitando os ciclos de mercado.

Respeitarmos e valorizarmos as diversas estratégias de investimento, reconhecendo que não há uma única maneira certa de investir.

Mas, conforme já deixamos claro, a Oncripto não é indicado para aqueles que buscam estratégias de curto ou curtíssimo prazo. Os nossos modelos e indicadores são pensados especialmente para investidores ou especuladores de médio (Position) e longo prazo (Buy and Hold).

Então, se você procura por operações rápidas e busca lucros em um curto espaço de tempo, provavelmente a Oncripto não será a melhor opção para atender às suas necessidades.

 

O guia está estruturado de forma a abordar os principais conceitos do mundo cripto, e todos os indicadores e modelos disponibilizados na Oncripto, em uma sequência lógica, alinhada aos horizontes de médio e longo prazo, sempre que possível.

A Oncripto é um projeto independente, voltado à pesquisa e divulgação de indicadores aplicados ao mercado de criptoativos, com foco em educação financeira e experimentação prática. Para garantir sua continuidade, acessibilidade e constante aprimoramento, o projeto poderá contar com estratégias de apoio voluntário ou contribuições.

Eventuais formas de apoio financeiro — como doações, assinaturas ou acesso antecipado a ferramentas — têm como única finalidade viabilizar a manutenção da infraestrutura técnica, o desenvolvimento de novos modelos e a oferta gratuita de conteúdo para estudantes, pesquisadores e entusiastas do mercado cripto. Essas ações não configuram serviço de análise personalizada nem consultoria financeira.

A proposta é manter a Oncripto como um espaço educativo, aberto e sustentável, democratizando o acesso a indicadores próprios e promovendo o uso crítico da informação no ambiente descentralizado dos criptoativos.

Imagine o mercado de criptoativos como uma loja de aplicativos, mas para dinheiro e serviços financeiros digitais. Ele surgiu com o Bitcoin, uma moeda digital que permite enviar e receber valor pela internet sem precisar de um banco no meio, como um "e-mail para dinheiro". A tecnologia por trás disso, chamada blockchain, funciona como um caderno de anotações público e muito seguro, que todos podem ver, mas ninguém pode apagar ou alterar sozinho.

Esse mundo foi muito além do Bitcoin. Surgiram outras moedas, como o Ethereum, que adicionaram uma funcionalidade incrível: os "contratos inteligentes". Pense neles como regras automáticas que se cumprem sozinhas. Isso permitiu criar um novo sistema financeiro, conhecido como DeFi, onde é possível emprestar, pegar emprestado ou investir diretamente com outras pessoas, sem uma corretora tradicional. Além disso, os NFTs se tornaram famosos por serem como "certificados de autenticidade digitais" para itens únicos, como artes e músicas.

É importante saber que esse mercado é conhecido por sua alta volatilidade. Isso significa que os preços podem subir ou descer muito rápido, criando uma montanha-russa de ganhos e perdas. Essas mudanças podem ser causadas por notícias, decisões de governos ou simplesmente pelo humor do mercado. Infelizmente, também existem riscos de golpes e hackers, então é um ambiente que exige cuidado e nunca se deve investir mais do que se está disposto a perder.

Apesar dos riscos, os criptoativos estão chamando cada vez mais a atenção. Grandes empresas e bancos já estão estudando e usando a tecnologia. O futuro desse mercado provavelmente será uma mistura de inovação com regras mais claras. Para um iniciante, a chave é enxergar as criptomoedas não como uma forma de ficar rico rápido, mas como uma nova e poderosa tecnologia que está redesenhando o que entendemos por dinheiro e propriedade no mundo digital.

O Mercado de Criptoativos

Existem três principais opções para comprar criptoativos:

1. Corretoras Centralizadas (Exchanges)
São as mais indicadas para iniciantes. Funcionam como plataformas que intermediam as transações.

  • Como funcionam: Você cria uma conta, deposita reais (via PIX ou TED) e depois troca por criptoativos.

  • Vantagens: São as mais fáceis de usar, ideais para começar.

  • Exemplos de corretoras parceiras da Oncripto: Mercado Bitcoin (Nacional), Binance (Internacional), Bybit (Internacional).

2. Corretoras Descentralizadas (DEXs)
São plataformas automáticas que conectam compradores e vendedores diretamente, sem uma empresa no meio.

  • Como funcionam: Você conecta sua própria carteira digital e negocia diretamente com outras pessoas através de contratos inteligentes.

  • Vantagens: Não é necessário cadastro e você tem controle total dos seus ativos.

  • Desvantagem: Requer mais conhecimento técnico e cuidado. Indicada para usuários experientes.

  • Exemplos: Uniswap, PancakeSwap.

3. Plataformas P2P (Peer-to-Peer)
Permitem transações diretas entre usuários, com a plataforma atuando como intermediária da negociação.

  • Como funcionam: A plataforma conecta comprador e vendedor, mas o pagamento é combinado e feito diretamente entre as partes.

  • Vantagens: Oferece mais privacidade.

  • Exemplo: Binance P2P.

Recomendação para Iniciantes:
Comece pelas corretoras centralizadas regulamentadas no Brasil, que oferecem mais segurança e um processo mais simples para os primeiros investimentos.

O preço de criptoativos podem variar entre corretoras devido a alguns fatores principais:

1. Oferta e demanda local
Cada corretora tem seu próprio grupo de compradores e vendedores. Se em uma plataforma há mais pessoas querendo comprar do que vender, o preço tende a ser mais alto ali.

2. Liquidez diferente
Corretoras maiores, com mais volume de negociação, geralmente têm preços mais estáveis. Já em plataformas menores, a escassez de oferta pode causar preços mais altos ou mais baixos.

3. Custos operacionais
As taxas de cada corretora, custos com segurança e até a localização geográfica da empresa podem influenciar no preço final.

4. Dificuldade de arbitragem
Apesar das diferenças, não é simples comprar barato em uma e vender caro em outra devido a:

  • Taxas de transação

  • Tempo das transferências entre corretoras

  • Limites de saque

Desta forma, percebe-se uma diferença entre o mercado de criptoativos e o mercado de ações.  Enquanto o mercado acionário opera em bolsas centralizadas (como B3 ou NYSE) com preços uniformes para cada ativo, o mercado de criptoativos é fragmentado em diversas corretoras independentes. Cada plataforma forma seu preço baseado exclusivamente na oferta e demanda de seus próprios usuários, sem um valor de referência único. Essa estrutura descentralizada, somada a diferenças de liquidez e custos operacionais entre as corretoras, explica por que os criptoativos podem ter cotações significativamente diferentes em cada exchange ao mesmo instante.

Para iniciantes, a recomendação prioritária são as corretoras nacionais (exchanges brasileiras).

Aqui está o porquê:

  • Facilidade de Depósito e Saque: Operam em Reais (R$) e estão integradas ao sistema bancário nacional, permitindo depósitos e saques via PIX e TED de forma ágil e familiar.

  • Suporte em Português: Oferecem atendimento ao cliente em português e no horário comercial local, o que é crucial para resolver dúvidas e problemas.

  • Regulamentação no Brasil: Estão sujeitas à regulamentação de órgãos como o Banco Central, o que adiciona uma camada de segurança e transparência para o usuário.

  • Interface Simplificada: São geralmente mais intuitivas para quem está começando.

Não recomendamos, nem mesmo nas corretoras parceiras da Oncripto. Pode até ser prático, mas não o mais seguro a longo prazo.

Deixar seus criptoativos na corretora é comum para negociações frequentes, mas apresenta riscos. O princípio fundamental do mercado cripto é: "Se você não tem as chaves privadas, não tem o ativo de verdade."

Utilizando a Blockchain com segurança

Fazer uma transferência na blockchain é como enviar uma encomenda sem porteiro para devolver: se você mandar para o endereço errado, pela rede errada, ou sem o código que algumas moedas pedem (memo/tag), o dinheiro pode não chegar e, em muitos casos, pode ser muito difícil recuperar. Por isso, antes de enviar, confira com calma quatro coisas: a moeda certa, a rede certa (por exemplo, não confundir Ethereum com outras redes), o endereço completo, e se a operação pede memo/tag/payment ID. Também use sempre o endereço de depósito atual mostrado na plataforma, porque endereços antigos podem dar problema.

O jeito mais seguro é este: 1) copie o endereço, não digite à mão; 2) confira o começo e o fim do endereço; 3) faça primeiro um teste com valor pequeno; 4) só depois envie o valor maior; 5) guarde o TxID/comprovante; e 6) espere as confirmações da rede, porque às vezes a transferência demora e isso não quer dizer que o dinheiro sumiu. Se a plataforma tiver valor mínimo de depósito, confira isso também antes de enviar.

Frase mais simples de todas: na blockchain, mandar rápido demais é perigoso; conferir duas vezes é o que protege seu dinheiro.

  1. Confirme se a moeda está correta. Verifique se você vai enviar exatamente o ativo que a carteira ou corretora aceita.
  2. Confirme se a rede está correta. Essa é uma das etapas mais importantes. A rede de envio deve ser a mesma rede de recebimento.
  3. Copie o endereço sem digitar manualmente. Use copiar e colar para evitar erro.
  4. Confira o endereço com calma. Compare pelo menos os primeiros e os últimos caracteres. Para ter mais segurança, confira alguns caracteres do meio do endereço.
  5. Veja se é necessário memo, tag ou payment ID. Algumas transferências exigem essa informação além do endereço.
  6. Faça um teste com valor pequeno. Envie primeiro uma quantia pequena para confirmar que tudo está certo.
  7. Aguarde a chegada do teste. Só prossiga quando o valor de teste aparecer corretamente no destino.
  8. Envie o valor principal. Depois da confirmação do teste, faça a transferência maior.
  9. Guarde o comprovante da transação. Salve o hash/TxID para acompanhar ou comprovar o envio.
  10. Espere as confirmações da rede. Nem toda transferência cai na hora. Às vezes é só questão de tempo.

A regra mais importante é: nunca tenha pressa ao transferir cripto. Um minuto de conferência pode evitar uma perda definitiva.

Siga os passos abaixo para transferir stablecoins com segurança:

  1. Confirme qual stablecoin você vai enviar. Veja se o destino aceita exatamente a moeda que você quer transferir, como USDT ou USDC. Isso é importante porque stablecoins diferentes não são a mesma coisa.
  2. Confirme a rede antes de tudo. Stablecoins como USDT e USDC podem existir em várias redes diferentes. O mesmo nome da moeda não significa que qualquer rede serve.
  3. No local de recebimento, escolha a moeda e a rede corretas. Em plataformas de custódia e exchanges, normalmente você precisa selecionar primeiro o ativo e depois a rede para gerar o endereço de depósito.
  4. Copie o endereço, não digite manualmente. Use o botão de copiar e, se possível, cole o endereço diretamente. Isso reduz muito a chance de erro.
  5. Confira o começo e o final do endereço. Antes de enviar, compare alguns caracteres iniciais e finais do endereço para ter certeza de que ele não foi alterado por engano.
  6. Verifique se existe memo, tag ou outro campo extra. Algumas transferências exigem, além do endereço, um memo/tag. Quando esse campo é necessário e está errado ou ausente, os fundos podem não ser creditados corretamente.
  7. Faça primeiro um teste com valor pequeno. Esse é o jeito mais seguro de confirmar que a stablecoin, a rede, o endereço e eventual memo/tag estão corretos.
  8. Só depois envie o valor principal. Quando o teste cair corretamente no destino, aí sim envie o restante.
  9. Guarde o hash da transação (TxID). Se houver atraso ou problema, esse código ajuda a acompanhar a transferência e comprovar o envio. Plataformas costumam pedir esse dado na verificação do depósito.
  10. Espere as confirmações da rede sem entrar em pânico. Em momentos de congestionamento, a transação pode demorar mais para aparecer, mesmo quando foi enviada corretamente.
  11. Nunca envie pela rede errada. Se a rede usada no envio não for a mesma esperada no recebimento, pode haver perda de fundos ou o depósito pode não ser creditado.

 

A regra mais importante para stablecoins é esta: não basta acertar a moeda; é preciso acertar também a rede.